PADROEIROS

esta página da Santa Cia. é dedicada àqueles que abriram os caminhos antes de nós, que inspiração y adoração, y que já entraram para a eternidade

DIONYSOS

Jovialidade Dourada, Vem!
O mais secreto
O maior gozo da vida
A felicidade do olhar de pantera
Vem filho de Zeus y Sêmele!

Dionyos é o Deus do vinho, do teatro, da festa, da orgya. Deus do êxtase! Está na origem do fazer teatral com seus coros que cantavam e dançavam.

Estrangeiro, deus dos peregrinos
Carrega consigo não só o transe do êxtase
Mas a magia da máscara
Dual é sacro y profano
Masculino y feminino
Velho e novo

Com o seu sacramento nos brinda com fertilidade, criatividade, alegria y felicidade guerreira

Dionyso
Poderoso
Abençoa
Eu sou tua

Da Paixão
És o Rei
Dá fartura
Dá prazer

És o velho
És o novo
És a onça
Y o Touro

Masculino
Feminino
Tu és duplo
És divino

Evoé!

Baco
Dionyso Zagreu
Bacantes Padilhas Pilintras
Cruza a Encruza da Vida
Com o tyrso afiado na mão

A loucura pe nossa guia
Na folia da orgya da ninfa
Guerreamos com muita alegria
O espaço é a grande briga
Para os corpos libertar

IÁCO!

Coroa a tua cabeça
Pantera do raio de Zeus
Na magia da vingança
Na justiça da esperança
Do machado de Xangô

Ditirambo

Satyro
Baco
O teu raio alado
É prateado
Tua jovialidade
Dourada

Masculino integrado
Feminino sagrado
Fogo alquimizado
Na tocha da dança
Te ato

Nós bacantes amazonas
Lutamos, brindamos a ti
Dionyso rei do tesão
Dionyso rei do tesão

Transfigura
Poetiza a luta
Brilha e cura
É o Sol é a Lua

Para todo o povo cantar
Para toda a vida dançar
Na harmonia do dual
Me entrego ao bacanal

Dionysos é o Deus padroeiro desta companhia. É como se todos os outros mencionados nessa página fossem seus “santos”.about:blankÁrea de mídiaEnvie um arquivo de mídia ou escolha um da sua biblioteca de mídia.EnviarBiblioteca de mídia

OSWALD DE ANDRADE

AMOR
HUMOR

a poesia é a descoberta
das coisas que eu nunca vi 

Deixemos que ele fale por si. Em 1943, Oswald escreve:

“Nasci em São Paulo, na atual Avenida Ipiranga, nº 5, ao meio-dia do dia 11 de janeiro de 1890. (…) O meu tipo psicológico é segundo uma classificação toda minha, pedagógico. Gosto de propor os meus pontos de vista, ensinar o que sei, ainda que errado, e intervir mesmo no que não sei. (…)

Ainda sob o aspecto psicológico, faço fiado facilmente. Quero dizer que tenho fé abundante. Cheguei a acreditar até em banqueiros. Como reação, posso atingir o cinismo, nunca o ceticismo. (…) Na solidão, sou soturno e amlético. Em público, afirmativo e solar. Briguei diversas vezes à portuguesa. Tomei parte em alguns conflitos públicos, dois quando dirigia o jornal O homem do Povo, em 1931. Estive preso e foragido, muitas vezes. Enfrentei duas vaias, a da “Semana da Arte Moderna”, no Teatro Municipal de São Paulo e a do Congresso da Lavoura, em 1929. Esta última foi provocada porque propus que os latifundiários paulistas dividissem os lucros da terra. A mesa pediu a minha expulsão da Assembléia.

Fui preguiçosamente, esportivo, pratiquei o futebol, a natação e o box.

Supersticioso e religioso de formação, nunca perdi essas taras, mesmo adotando um credo materialista. Tenho poucos amigos e numerosos inimigos. Sou mais amigo da verdade do que de Plauto. Principalmente quando Plauto é canalha e a verdade gozada. (…)

Literariamente, minha carreira foi tumultuosa. Pode-se dizer que se iniciou com a Semana de Arte Moderna, em 1922. Publiquei então Os Condenados e Memórias Sentimentais de João Miramar. Descobri o poeta Mário de Andrade, do que muito me honro. Iniciei o movimento “Pau
Brasil” que trouxe à nossa poesia e à nossa pintura a sua latitude exata. Daí passei ao movimento antropofágico que ofereceu ao Brasil dois presentes régios: Macunaima, de Mário de Andrade e Cobra Norato de Raul Bopp. O divisor das águas de 1930 me jogou para o lado esquerdo, onde me tenho conservado com inteira consciência e inteira razão.”

O Mais Perfeito Cozinheiro de Almas nos abençoa com sua poética, sua estética, sua filosofia, enfim, sua visão de mundo antropófaga. Só há devoração. Y devorando a antropofagia que desenvolvemos o rito-manifesto.

TIM MAIA

Tim nos inspira com sua vida y com sua Vitória Régia, com ele entendemos o porquê do azul

dos momentos que passamos y passaremos
tem muito motivo pra sonhar
jovem negro formado em dificuldade
nos cantou de como vivem todas
as flores, as dores,
e o agudo no bumbo dos tambores

às vezes, não acreditou muito em si
vimos o inverno chegar pro triatleta
mas não precisa se mudar, não há lugar qualquer
que não exista o pensamento em você

então solta a franga, entra no swing
vamos ver o dia amanhecer
até parece que estava previsto
esse nosso encontro casual

faz de conta que ainda é cedo
hoje o céu está tão lindo!
eu quero sossego, mesmo que estando pronto pras lutas
y mesmo o sem o pneu furar, acende o farol
não adianta vir com guaraná, disse o síndico:
sem distinção de cor, de gênero, de sexualidade
o amor tá liberado.

semeamos rosas com você, Tim
y as espalhamos para todes como uma Manga Régia