Sacra Taça

Eu sou a voz dos loucos
Que ecoam no caos sonoro do silêncio
Eu nunca me calo

Deito só morrer
E mesmo assim tem gente
Que me quer pulando
Saracutiando
Dançando
Dando um drible na violência
Desse corpo sem cadência

Eu cheiro
Faço barulho
Sou visto
Mas evitam qualquer contato
Sabem que se olhar cruzar
A alma vai rebolar
A mente vai bambolear
O espírito vai tremer
E o corpo, foder

Mas mesmo assim evitam qualquer contato
Me confundem com capeta
Malagrado
Acham que em mim reside o pecado

Pobres e castas criaturas apáticas
BV’s do phoder
Carentes do vivo prazer
Evitam até me comprimentar
Acham que meu toque tiram DEUS do lugar

Mas vou expor aqui pra vocês,
O que eu sei:
os mais crentes são os mais atormentados

Sabem que meu beijo não dá paz
Que minha saliva é ácida e macia
Vibra na frequência da sacra orgya
Movimentando em uma roda de fogo
A queima do conceito de culpa
A queima da monocracia
A queima da esperança de um messias

O meu fogo
Bota Todas as criaturas livres de dogmas do corpo

Sou Dionísio
Jahonísio
Jesusnísio
Exunísio

Trago a minha luz vermelha
O sangue que promove a micareta
Um cigarrin pra fazer a cabeça
Abrindo os caminhos caretas

Venho
Para aquecer os corações com eletricidade
Pra acender a esperança de toda essa merda melada
E colocar em frenesi esses corpos de Baco!

O pecado está exilado corpo!
Foi queimado e dele nem cinzas restou!
Essa porra se acabou!

Rafael Abrahão

Brysa instantânea 1

Ó criaturas
criadas do santo afeto
(phoda gostosa, 
bem desenhada,
é esteta!)

Da balança da beleza
a beldade das belezaS

Dança de belezas!

Parece belo discutir sobre belezaS
as vezes trouxa
as vezes besta

Mas é inegavel
que as almas que dançam
e existem em plena conexão com o Kosmos
são belas

bailarinas selvagens
dançarinas rebeldes
sem escolas de instituição
com escolas de vida recheadas de malícias curiosidades

Kausmotécnica
Tudo junto
em ebulição
cozinhamento da carne sem fermento
cuzinhamento de tudo que é orgânico

A beleza está na nudez
No entanto para se chegar na beleza da nudez física
É preciso alcançar a beleza da nudez que vibra nos espíritos das relações

Ó criaturas conectadas
no cyberspasmos de si mesmas
Kausmos chama em chamas
para a conexão simples:
saber o ouvir o silêncio
olhar o céu
abraçar uma árvore
abraçar alguém
olhar outros olhos
sentir sabores
respirar até encher todo o corpo de ar
beijar
amar
foder
gozar
banhar
fumar
dormir

e ter certeza
de que todas as trocas
antropofágicas
são devorações amáveis
sacras!

Ahhh belas critauras
amam
phodam
pois carecemos de afetos e de conexões invisíveis
objetivas e subjetivas de nós pra nós mesmos
a tensão do silêncio entre o fim de papo e o beijo iniciado
é o tesão do inesperado
do aqui agora gozado
ethernamente no tempo, que permanece andando na sua própria beleza ciclica
de renovar a beleza pulsante da vida

Rafael Abrahão

Ao seu tabu!

A liberdade de ser e estar
Está cada vez mais cara
Nos país de agronegociadores
Policiais jesuíticos
Dos holofotes

Nascemos peladões
Com pyca buça e cu
Totalmente descobertos

Eis a maravilha!
Do único momento legal judicial da vida
Em que sentimos vento no hemisfério sul do corpo

O preço está tão alto
Que agora estamos no processo inverso
Fechamento do corpo na água benta

Mas convenhamos que

Não há homem que viva
Do terço da reza da castidade
Que não se tentou libertino

Só há puristas católicas
Que condenam a maconha
Apenas porque fumaram
E não bateu

Não há um homofóbico
Que ao lavar o cu depois de cagar
Não tem vontade de dar

A chalana segue…

Dogmatizamos dentro do evangelismo o corpo do outro
Na justificativa profana de termos medo do nosso próprio corpo
Que desce nos trópicos híbridos canibais da libido
Da pyca da buça e do cu

Do cu os maiores
Dedico esse poema
Ao seu tabu

Rafael Abrahão

 

Martelo na carne de feijão

Enlouqueci dentro do âmago
Verde libidinoso Vermelho libertino
Limão devasso
Misturando-me entre a porra o sangue e o suor
Entre a merda e o mijo
O vinho e a catuaba

O verão me traz a carne e o pão
Meio secos porém com fogo
Fogo que arde na chama dos pelos
Da pubis do ânnuss

Fogo de briga
O mesmo sangue carnudo que como
Eu tiro com á-tiros
Naqueles que não compreendem
O poder de um sátiro

Na vaidade me joguei
Da banha me orgulhei
Da porra vais beber
Depois a monocracia estará no chão

No fim o que resta é
Respeito vingança morte

Rafael Abrahão

Mar abra choham

Tutiegram dorian
Faringo trevian
Mar mar mar chontan
Abra ah am
Voutage laje
?

Flufliega gavigun
Zingateque higojun
Pi pi pi cocorotô
Zango dobili
Roma ja nomar
Mar mar mar chontan
Voutage laje
!

Gogarondô haruê
Bostague fuscarento
Manguerô édurre
Labano vianno
Bile dobiliRoma nomar
Mar mar mar chontan
Mev ogol
Anhag uo edrep

Rous yihag jat
Oute gute fumi
Narit me dor

Rafael Abrahão

bismorango com chocolate

O homem quer saber se tem vida em marte
Tem.
E depois
?
O homem quer saber se tem vida em saturno
Tem.
E depois
?
O homem que saber se tem vida em jupiter
Tem.
E depois?

Alguns chamam de progresso
Outros chamam de ganancia
E essa é a maquina humana

Bruno Panhoca/Rafael Abrahão/Heitor Pires

A visão do chifre libertário do centro da testa (23/9/15)

Inovando com a árvore de perna
No inquilinismo da trepadeira de bananas azuis que cantam
Levam Charlie nas Montanhas Doces
Com amores de chocolate Sonho de Samba
Lá onde a magia cética existe
Onde se encontra o Deus dos ateus
Onde a Monocracia é um tabu azul à cinza
Onde a fidelidade ao amor…. um totem!
As ervas deixam um cheiro característico
Jesus tem uma mão no coração de espuma e outra no baseado vermelho
Que foi bolado num pedaço de Pau-Brasil
Quando Cabral chegou com Vaz de Caminha
Seus paus ficaram duros como boings A-349para fumar a maravilha do novo mundo
Cabral era gay
Caminha também, e monogâmico
Cabral se meteu e meteram nele numa orgia laranja com porra neon voando para todo lado
Vendo aquilo, Caminha ficou puto!
Se envolveu com duas chinchilas, que ele achava que eram mulheres
Mandou uma carta para o Rei dizendo que não tinha como ele ficar com Cabral cara de sorvete
Cabral Volta
Caminha entra na onda da zoofilia
E acredita na cura gay do Feliciano
Tudo isso foi visto pelo unicórnio Charlie
Que agora perdeu um rim de jujuba

Rafael Abrahão

Eu preciso dizer que te amo? (5/10/15, 15:46)

Na expectativa quebrada
O caracol sai das suas pedras
Para curtir as selvas garoadas
Tem energia contada

Quando nunca se viu esse caracol
Sempre resta a duvida
Dos dotes físicos
Não fálicos
Físicos

O cheiro da malandragem santa
A pele lisa pintada hips
O cabelo encaracolado nos dedos
O toque do anjo satânico

Tudo na medida
Caracóis tem casco vazio
Mas esse caracol nos prende em seu plasma interno
Ja se fantasiou de Deus
Durou suas semanas

Quando ja se viu o caracol
As vontades se cessam
A vontade de conhecer
Sai e da espaço
Para a saudade

Rafael Abrahão