ANTROPOMYSTIKA – RESSUSCITA!

Casarão da Barra (R. Anhanguera, 933)

17 de novembro de 2017

RESSUINSSURREIÇÃO!

DE DENTRO PRA FORA.

DE FORA PRA DENTRO.

O TESÃO DE DENTRO

COM A MULTIDÃO DE FORA

A HORA É AGORA

EM TODAS AS ÁGORAS

ANTES QUE NÃO HAJA

A MAIS MÍNIMA

POSSIBILIDADE

em 2016 realizamos a Antropomystica, festa gozosa para levantarmos Antropofrei, o manifesto peça necessário do aqui agora. Foram poucas 5 apresentações que com dificuldades conseguimos realizar. Ao fim do ano, o grupo sem patrocínio ou fomento estava exausto. Quando entramos na santa semana cristã de dezembro, nos dêmos um mês de férias.

o golpe foi bruto. É bruto! Nosso fazer está cada vez mais à marginalia, e a cada dia que passa, uma nova surpresa devastadora: os Ministérios esfacelados, a cultura congelada; a ciência, a educação, a saúde e tudo o mais que diz respeito à vida, esquecidos; o pré-sal, vendido; a Amazônia, liquidada; as ruas, lugar de passagem e desumanização; os lgbtts com o regresso de serem tratados como doentes; a violência à mulher que só aumenta a cada dia e passa cada vez mais impune; a ração “Dória Premium”; o sucateamento da Universidade pública; a consequente falta de diálogo; a especulação imobiliária que está latifundiando verticalmente toda a cidade, acabando com toda a possibilidade de vida e de respiro (!); O Teat(r)o Oficina cada vez mais ameaçado- #FicaOficina-; todo o desmonte da cultura; a Banda Sinfônica, extinta; Deus tomando a frente com sua moral monocrática, cega, surda e que além do que deve; e entre tantas outras coisas que só nos tiraram a força e nos colocara a deriva da crise. Nos vimos com muitas dificuldades em nossas vidas pessoais e na nossa vida em coletivo. O grupo foi em janeiro de 20 para 12 pessoas. Em agosto ficamos em 6: Careaux Calsone, Juliana Gotz, Rafael Abrahão, Rafael Pinto, Theo Moraes e Vitor Marques.

com a situação cada vez mais massacrante, nós, artistas, resolvemos fazer a ressuinssureição deste coletivo. É o momento de nos levantarmos e não nos calarmos com nossa voz e com o nosso corpo. Concordando com o Zé (Celso), somente uma revolução cultural poderá resolver essa situação. Conseguimos acender a nossa chama interna e agora anunciamos que estamos de volta para nos juntar as multidões, aos coletivos e a todos os artesãos . Num movimento cultural geral para expantar as doenças caretistas, acordar os sonâmbulos e balançar qualquer morbidez. As subjetividades florirem e expandirem e nós sermos humanos, abaixando a bola da santíssima trindade unificada: o dinheiro.

não podemos ficar omissos diante do extermínio diário.

pensando em como alastrar nosso fogo, afiamos a Antropofrei que ainda passa por um momento de forja! Mas, no hoje, no golpe, vamos desgolpear golpeando com a re-criação deste espetáculo em 2018.

continuamos sem fomento, sem sede, sem patrocínio e sem dinheiro. E levantar um projeto como Antropofrei não é algo barato. Infelizmente o desgolpe envolve o giratório, a graninha do golpe.

para aquecermos os corpos, fluirmos as mentes, eletrificarmos as almas, poetizarmos nosso espíritos e fomentarmos a partir da comunidade um espetáculo de rua que circulará por mais de uma praça ano que vem anunciamos a festa desse novo movimento: ANTROPOMYSTICA- RESSUSCITA!

Durante a busca por sua filha Cora

A Deusa-Terra Deméter
correu tanto
rodou o mundo
que

entristeceu e cansou o próprio solo,
secando-o

Balbo estava no bar
Junto com Dionyso
e Hermes hermético- Desusdoscorres
vendo a situação de Deméter
resolve dar uma festa para reacender a chama
do coração de Deméter
alimentar a felicidade guerreira
fomentar a libydo homérica imortal

e ir atrás de Cora 
Deusa da Primavera!


Três presentes foram dados à Deméter?
1º o tesão de Balbo (em formato afrodionysíaco a base de cachaça)
2º o vinho de Dionyso
3º a brisa Hermética

Do bar seguimos em cortejo
até o Casarão
no meio do caminho
Hades vem dar a oferta do verão
libertação de Cora do Tártaro
de seis em seis mese
No velho esquema Cristão
Intercantando invernoutono
com primavera verão

Na porta
os gêmeos receptivos:
Apolo e Ártemis
Iluminando com seus holofotes a noite
e guiando a trilha do caminho de Deméter

Festa a dentro
pra animar o desanimo
e juntar as revoltas na única direção possivel
a da Primavera

Rafael Abrahão


Ficha Técnica

Deuses
Camila Spinola (Deméter)
Careaux Calsone (Baubo)
Juliana Gotz (Ártemis)
Rafael Abrahão (Dionyso)
Rafael Pinheiro (Hades)
Theo Moraes (Hermes)
Vitor Marques (Apolo)

Fotografia e arquitetura festiva
Ana Perez

Arte
Vitor Marques

Pulso do cortejo (percussionistas)
Bruna Lopes
Fabiana Ribeiro
George Ferreira
Isadora Bertolini
Heri Brandino

Dj’s
Tatiana Araujo e William Raphael
Mabel & Carina
PãN