Tempestade

Ela chegou de repente…
Sem aviso, sem alarme.
Com uma força capaz de me consumir por inteiro,
O que é isso? O que esta acontecendo?
Eu amo chuva, mas essa, eu não entendia,estava me assustando de uma forma que meu corpo começou a perder força, nada fazia mais sentido.
O castelo que havia construído iria fechar as portas? Pelo frontal sim; Escondia-me dos pingos, seu barulho soava em todo lugar. Pensei em desistir…
Fui pedir ajuda ao sol.
Mas a sua luz me deixava cada vez mais espantado de como essa chuva demoraria a passar.
Ela deu sinal sim, eu que não quis ouvir.
Deitei na terra…
Ouvi o barulho da água caindo no solo, passei a prestar atenção em seus movimentos.
Loucura essa chuva eu ouvia, ela era quente, como um fogo por dentro que doía nos lugares que mais amava estar.
Decidi me apegar de volta ao fundamental.
Eliminei os animais peçonhentos do castelo.
Passei a sentir mais, ouvir mais e de repente a tempestade deu outro sinal, ela estava passando.
Decidi terminar as férias que essa água toda me deu.
Voltei aos prazeres…
Voltei a sentir o gosto da comida.
A tempestade lavou minha alma, me mostrou novos caminhos.
Ela continua, mas mudou de nome; Talvez uma leve garoa de verão.
Continue garoa, ela me deixa em prontidão.

Caio Megiato

Deixe uma resposta