Transgressor

Eu gosto do jeito que a gente reflete do chão ao mar. Quando você chega a se queixar se o que mora em mim é realmente nosso céu-mar ou algum outro lugar tenebroso. Eu levo dois segundos pra responder, dois pois é o tempo que aguento esperar nesses momentos em que seus olhos brilham mais que copo lustrado de domingo depois do almoço. Eu olho no fundo desses copos e repito o que eu nunca sei parar. Copo meio cheio… Futuro desenfreado e o tempo – nosso tempo – que parece mais dos pássaros da onde eu moro, voam… rápido! São assim em decorrência do que comem, semente que voa. Nosso céu-mar tresloucado. A junção perfeita, o ajuntar, o misturar, o colaborar e o compartilhar. Morena… que pecado é esse que você comete no meu âmago? Na pequena semente que mora no meio do estômago e voa quando você aparece, fazendo cócegas e me aproveitando ingênuo. Esquece não… você entenderia se eu te contasse em voz baixa baixinha, quase sussurrando de baixo da luz do abajour.

Tuco Monteiro

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