Martelo na carne de feijão

Enlouqueci dentro do âmago
Verde libidinoso Vermelho libertino
Limão devasso
Misturando-me entre a porra o sangue e o suor
Entre a merda e o mijo
O vinho e a catuaba

O verão me traz a carne e o pão
Meio secos porém com fogo
Fogo que arde na chama dos pelos
Da pubis do ânnuss

Fogo de briga
O mesmo sangue carnudo que como
Eu tiro com á-tiros
Naqueles que não compreendem
O poder de um sátiro

Na vaidade me joguei
Da banha me orgulhei
Da porra vais beber
Depois a monocracia estará no chão

No fim o que resta é
Respeito vingança morte

Rafael Abrahão

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