Póstumo

Corpos em putrefação sob a terra
Entregues à mercê de um tempo vil
E dentre as lápides de corpos mil
Vejo um nome inquietante, que berra

É meu nome, calcado em anil
O triste anil do céu que me soterra
Uma mente posta à prova da guerra Interna, logo cedeu e sucumbiu

Tudo na vida é uma pressão forte
Que logo pode conduzir à morte
Não sabendo lidar corretamente
Cantos tristes, cantados em descante
Lembram-te a todo possível instante
Que não há formas de seguir em frente

Igor Fialkovits

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