Confusão encaracolada lúcida (20/7/15, 00:41)

Hoje em dia a vida
Perdeu a função do amor
E ganhou a função do empregador
Capitalista com rancor

Existem dias de dar presentes
Existe hora para ligar
Existe ignorância
Só não amar

Pés na bunda
Da empresa-amor
Todo dia
De maneiras onde o pudor

Merecia ser contemplado com a quebra do tabu

Nós temos que ser sinceros
Não amamos a um só
Existem vários níveis de amor
Basta entregar-se sem dó

E quando tentamos
Amar mais de um
Mas percebemos que estamos mais enrolados
Que um caracol?

Ai complica…

Sonho com um dia em que poderei
Experimentar a experiência que parece expirada
(Mas é aspirada)
De amar por inteiro alguém

Ou alguéns
Vide a necessidade momentânea

No momento
Tento ser monogâmico
Mesmo pau reto sendo sincero
E isso não nego
Falta uma conchinha
Falta uma foda matinal
Com alguém (ou alguéns)
Onde o famoso e glamuroso

“eu te amo”

Ultrapassa a ejaculação
Ereta e erótica

O amor é confuso
Como esse poema
Mas essa é graça
Deste dilema

Por mais confuso que seja
Se faz claro

Rafael Abrahão

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