O estranho aparato de Sr. Grid- parte 3

Eram quatro horas da tarde quando o homem despertava, acometido por uma forte fadiga e enxaqueca, ao som de uma voz grave e preocupada que perguntava por seu nome. Era a voz de Adam Risón, amigo de infância do velho Sr. Grid que viera visitá-lo, como de costume, e se deparara com a imagem do velho homem inerte no chão de sua própria casa
– Nelson, que diabos aconteceu contigo?
– Adam? O que faz aqui, o que aconteceu?
Após alguns minutos, Grid conseguiu recuperar sua consciência, e assim pode assimilar o que acontecia naquele moment
o. Adam logo reforçou:
      – Ok, Nelson, estou ficando seriamente preocupado. O que aconteceu aqui? Quem é o responsável por isto?!
      – Acalme-se, Adam. Vê aquela esfera verde no outro canto da sala? Escute bem, pois essa história será um tanto… peculiar.
    E contou então a seu amigo a história da esfera, a brilhante esfera que concedia àquele que a empunhasse tudo o que mas desejasse.
       – Uma bola verde que concede desejos? Estou perplexo. – disse Adam, em tom sarcástico –  Bom, meu amigo, isso claramente não está te fazendo bem, é melhor guardar isto comigo até que suas alucinações passem.
        – Adam, seu inocente! Observe a minha casa! Desde quando tenho estátuas de ouro espalhadas por meu corredor? E como as conseguiria da noite para o dia?! – retrucou Grid.
    Risón pôs-se a observar a casa, e ficou boquiaberto. Seu amigo estava certo, realmente estava em posse de uma esfera mágica. Grid então continuou:
        – Depois de muito desejar para a esfera, eu senti uma forte tontura, e tudo ficou preto. Apenas lembro-me de ver a esfera perdendo seu brilho e… Adam! É isso! É isso!
        – É isso o que, Nelson?
        – Eu te explicarei em breve. Rápido, sente-se no sofá. E também preciso que fique com a esfera em suas mãos!
     Adam obedeceu ao amigo, sentou-se e segurou firmemente a esfera. O homem o observou fixamente durante minutos, raramente piscando. Observava-o de vários ângulos, de várias distâncias… até que viu o que queria. A esfera voltava a receber uma fração de seu brilho original, e seu amigo emitia um longo bocejo.
       – Eureka! Eureka! – gritava o velho, com imenso júbilo – eu descobri como opera o aparato!

Igor Fialkovits

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