Topo da Cadeia

Deitar-me ia sob o ardente Sol, fosse eu
Um quadrúpede errante, e acalentaria
Minha simplória carcaça, que sonho meu!
Que mal seria viver assim cada dia?

Praga! A evolução nos trouxe galhardia!
Nasci em meio a este possante coliseu
Agora o vício em música, arte e poesia
Tornou-se uma doença, e já me acometeu

Bem vindo ao grande império da Superfluidade!
Logo a atmosfera bizantina te invade
E um banquete de interesses é posto à mesa

Bebamos, então, ao surgimento da ciência
Aos dogmas, valores, e claro, à sucumbência
Da extinta maldição: a terrível Natureza!

Igor Fialkovits

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