Um de maio

Abri os olhos e a vi ali. Desligada, frágil, solta num sonho leve e com um sorriso no rosto. Não sei se sonhava ou se seus lábios tinham aquela curva mesmo enquanto dormia.

Estava longe dos meus  problemas e incertezas.

Estava perto de mim.

Estava perto dela.

Estava feliz.

Aqueles olhos redondos se abriram num instante, como que para encontrar os meus. E o olhar foi certeiro: inundou o quarto com a risada que soltou.

Depois veio, agitada, para o meu cobertor. Se encolheu nos meus braços, me deixou sentí-la ali.

Viva, alegre, quente e minha.

Vitória Fava

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