Presente Ausente (8/12/13, 12:15)

Enquanto Geni
Sou selvagem
Meu corpo é da alegria
Da mata

Enquanto leãozinho
Sou casto
Meu corpo com um anel
De “só depois do casamento”

São dois homens
Duas cidades
Uma Lua
Com uma conexão entre os ventrículos esquerdos
E os falos

Falos que falam
Que falar sobre o amor falado
Nunca faz mal
Desse chiclé mascado que é um clichê

Um deita na areia
O outro no asfalto
Me encanta o fato de encantar
Enquanto espantamos os espantados

Espantados estão os espantalhos pederastas
Que espantam a liberdade
Zelando pela moral amoral dos bons costumes

Todos dançam
Uns no samba dos bares
Outros nos bailes funk
Mais tarde, todos no da terceira idade

Assim estamos
Ou melhor, assim estou
No embaralhamento das copas
Confundindo o rei com o valete
Agarro-me na tentação da tensão do tesão

Evoé Baco!
Evoé Eros!
Evoé Príapo!
Evoé Rio!

Rafael Abrahão

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