Mente fossilizada

O que não mata engorda
Faz da vida se não grata
Ganhar força com o pão
Vos ataca então ,choque

Cigarro mata e não engorda
Castra o carro na borda da mão
Segue nos o brandão da casca
Do limão e extorque a corda

Bamba, aguenta… Não para
Esquenta , o samba vai de cara
Cai na vara , não sabe porque
Agora mal consegue correr

Volta . Espera, não anda sem
Aquela ajuda branda, concorda
Isso é consequência daquilo
Então, silencia. Prepara e

Uma neblina artificial e privada
Contorna o céu próximo e
Irregularidades da natureza
Se apresentam , manifestam
Contra esse tufão industrial

Coça a idéia , instiga e foi …
Nossa imagem não é nítida
Mas vai , cai e nada funciona
O desespero se manifesta

Uma forma esquisita de desespero. Um que parece demonstrar certezas e ignorância pura . Alienação de si próprio , talvez um esconder se da realidade. Não acostumado , quando questionado não percebe as indulgências. E segue como se nada lhe havia acontecido . Não sei se seria propriamente um ato de coragem … Ou de medo e fragilidade.

Arthur Rizzo

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