Do Sexo

A carne se choca e se preenche de forma quase doentia. Os pintos e váginas que já chupei são a mais concreta lembrança de pessoas que nem sei quem são. As fodas que foram ou que nunca serão.

Na cama, ou em qualquer lugar que a vontade não se segure, o resto sempre é o resto. A verdade é que o sexo são muitas coisas e também não é quase nada. O sexo é quase um momento.

Nunca é igual. Homens que fodem a noite inteira, até você não se aguentar mais. Mulheres que te entregam a coleira e o chicote. Pessoas que não precisam da penetração em si e pessoas que imploram por um pouco do seu pau. A cada noite, sonho e durmo com uma delas.

O cheiro de suor é meu perfume favorito. A água da buceta me hidrata. E a porra preenche meu cu como que munindo a minha alma. Eu sou, em parte, sexo.

A realidade é que o sexo é quase uma droga. Ele vai e vem e volta e parte, mas está sempre ali rondando a minha cabeça e pensamentos.

Consigo lembrar de como comecei com o sexo para me tirar do mundo bizarro em que eu estava. Depois como usei do mesmo sexo para me punir do sexo sujo que eu praticava. E então, num momento que até hoje não entendi, me apaixonei por um cara que vi no espelho e decidi fazer tudo que ele quisesse.

Me entrego de corpo e alma para o sexo. No sexo não tem espaço para rotular. É preciso um corpo e um corpo, nada mais. Acima do orgulho de se intitular algo ou alguém, está o prazer. Faço o sexo que meu corpo pede. Faço o sexo que me nutre o amor próprio.

Hoje, eu faço sexo por ele. Sexo pelo sexo e sexo pelo cara do espelho.

Hoje eu faço sexo

Vitória Fava

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