O que escrevi é teu. Só não sei o que é.

Tem coisas que a gente repete pra firmar; pra decorar. Tem coisas que a gente pensa e simplesmente pensa. Tem coisas que a gente fala, e nem pensa. Tem as que a gente pensa, fala, repensa. E tem as que eu falo pra você. Sobre as coisas que eu falo pra você. Essas enquadram-se em uma categoria distante da possível categorização qualificativa do que é o verdadeiro das minhas palavras. Até fico enrolado.

São coisas que flutuam em meu cérebro caminham o caminho do passo transitável do amor. E vai caminhando, passo a passo, letra por letra, sílaba por sílaba, acentuação nas tônicas, ao som de orquestras sinfônicas recheadas de calor.

Eu penso e repenso. E fixo. Essa ideia mágica. Essa ideia esporádica, embora permanente. Algo que vem e vai e vem e vai e vem e vai como um sobe e desce infinito. Não que saia de mim essa ideia. Ela permanece, perpetua… esquece, está escancarado. Você sabe.

Você sabe que os teus olhos brilham mais às segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados, domingos e feriados. Você sabe que os teus olhos brilham mais durante as 24 horas de um dia. Sete dias por semana. Quatro semanas por mês. Doze meses por ano. Eles brilham o tempo todo. E ficam mais claros a cada minuto. E eu te decifro. E eles me olham. E me hipnotizam.

Não sei mais. Só sei que enlouqueço, nessa loucura, que é nada mais ter preço. Nada precisar ter preço. Por que afinal, creio, eu te mereço. E só isso é suficiente. O resto é simples e apenas digo pro resto “complemente”. Pois você é a água ardente da minha sexta de solidão.

Bruno Panhoca

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