Como uso os outros

Aperto o lápis como bem entendo
Às vezes até mastigo um pouco
Amaço a cara do grafite
No corpo do papel
Sem cerimônia
Decido apagar o que fiz
Então, com qualquer parte da borracha
Esfrego no papel
E tudo fica como se nada fiz

O papel , o lápis e o grafite
Já exauridos , novamente
Submetidos à minha vontade

Não importa o quão duro o sofrimento dessas ferramentas
Sempre terei mais
E na mão de um especialista como eu
Tenho prática e
Farei do seu sofrimento minha arte
Minhas pirâmides , (meus biscoitos)
Minhas linhas .

Arthur Rizzo

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