Céu estrelado (2/8/14; 5:22)

Todos estão dormindo
Nesse horáriro nem avião passa
Dá para ver as estrelas
E o eminente sol nascente

Neste instante sou a única alma acesa
Porque as estrelas que brilham estão mortas
Talvez seja Suassuna, Nelson
Ou a minha alma que brilha efemeramente

Não se vê chuva
Nem ácida nem pura
Chuva Díonisíca só em fevereiro
De solidariedade em dezembro

Está frio, mas vai ficar quente
O frio é reflexivo
Reflete na alma dos invísíveis
Tão invísives
Que nem com lentes os enxergamos

Sobriedade também não existe
Nesse estado êxtase
O único momento que me encontro
É agora
Sei o que quero
A esperança mantém a chama de minha alma acesa

Rafael Abrahão

Deixe uma resposta