Crônica de um recém apaixonado

Creio que eu não seja uma autoridade para dissertar sobre o amor. Creio que posso ser contrariado inúmeras vezes. Mas, descartando essas possibilidades agora citadas e ligando o famoso “foda-se” para o que possam dizer, resolvi escrever sobre o amor.

Vou escrever de um modo diferente, vou me basear em uma experiência presente, o meu grande presente. Eu não sei como, mas acredito em energias. Digo, no sentido de estar repleto de bons pensamentos, energia positiva e, portanto, encontrar coisas boas pela frente. É evidente que tudo é uma grande surpresa, e cá entre nós: surpresas boas são as experiências mais gostosas do mundo. O planejado quando dá certo é ótimo, é maravilhoso, corresponde às expectativas. Porém, a surpresa… o que dizer dessa maravilha? Quando você olha uma pessoa que nunca viu antes, e três meses depois ela está deitada em seus braços? É uma grande, bela e deliciosa surpresa.

Continuando sobre a questão das energias… que tal falar de escolhas? Sim, aquelas pequenas ou grandes, aquelas que você toma após pensar mil vezes ou por impulso. Qual é a melhor? Não sei, depende. Depende de tudo, cabe a você saber. Minha escolha foi bem pensada e, ao mesmo tempo, impulsiva. Foi ingressar em tal curso da faculdade um dia após passar em uma das últimas listas. Considero que foi impulsiva, pois nem havia planejado entrar naquilo. Foi uma surpresa.

Pois bem, entrei e confesso que me apaixonei. Mais uma surpresa. Ou plano? Já estou um pouco confuso. Mas tenho certeza, conhecer tal pessoa não foi um plano, foi uma surpresa. E que surpresa. Eu a vi pela primeira vez e a notei. Que bela menina. Meiga no andar. Não atribuí muita atenção a ela pela primeira vez, confesso. Até que um dia, por mero descuido sentei-me ao seu lado. Conversei e conversei mais. Precisei de quatro dias de suas bonitas palavras e mensagens para notar que queria estar com ela. Foi uma grande surpresa.

Um dia a beijei. Expectativas rolavam em meu pensamento. Como será sentir essa conexão de corpos? Como será sentir e ter a certeza de que ela está em meus braços? Vou me apaixonar? Apaixonar-me não foi uma surpresa. Tenho de admitir. Eu sabia que por essa garota eu iria me apaixonar. Fato. Ela me conquistou. Seu sorriso após me beijar me encantou. O brilho dos olhos mais belos que já vi na vida me conquistou mais e mais no tempo que se seguiu. O jeito que ela elogiava meus elogios e os reconhecia, retribuía tudo isso me conquistou mais. Pouco mais de um mês e não paro de me surpreender. Ela é surpresa, ela é amor. Ela é ela. Tão diferente de tantas outras. Única, claro, é ela no jeito dela. E eu amo esse jeito. Eu a amo. Ela não só me surpreende, ela me corresponde, ela me traz paz. Não creio que amor seja só surpresas, creio que seja um conjunto complexo e simples, ou não. O que é o amor? Não sei. Mas estou chegando lá, porque ela está definitivamente me levando pra esse caminho e essa resposta. Pequena, redireciono essa frase a você, se isso não for amor, está quase lá.

Normalmente, eu deveria simplesmente considerar que o futuro é incerto e nem ao menos escrever esse texto sobre essa pessoa, porque eu sei que somos livres pra ir e nunca mais voltar (perdoem o nunca, o nunca é muito forte). Na verdade não me importo com o amanhã, em alguns aspectos. Li em certo livro que usamos o futuro para escapar do presente, então eu quero pensar em meu presente, apenas, quero-a em meu presente, em meu agora. E eu sei que agora ela está aqui. Não sei até quando. Nem quero saber. Quero ter outra surpresa.

Bruno Panhoca

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