Amostra do nada (12/2/14, 1:27)

Procuro meu eu
Me vejo no nada
Dissolvo minha vida
Corro contra a corrente

O universo começou no caos
Nele me encontro
Tudo está caótico
Mas o caos também é uma forma de organização
Desorganizada

E nesse espalhafato
Estou perdido
Ou encontrado no caos
Não consigo mais manter as máscaras
As pessoas me conheciam pela metade
E portanto, me julgavam pela metade
Agora, doo-me por completa

Choco, alucino, confundo
Puxo todos para o meu caos
Jogo todos no nada

Tudo na vida é passageiro
Felicidade, amor, pessoas
Mas as tristezas e os traumas, não!
Aliás, traumas romanticos é o que eu mais tenho

No primeiro, fogo
No segundo, terra
No terceiro, ar
No quarto, água gelada

Mente gasta
Coração de pedra
Agora é assim
Quanto mais me amarro
Mais me distancio

Minhas florestas estão devastadas
Minha primavera, sem flores
Acabaram as folhas para cair no meu outono
Nem mais neve para aveludar meu inverno

Não posso ser romântico, por que sou descartável
Não posso ser boêmio, por que sou vadio
Então, o que serei?

Rafael Abrahão

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