Foi exatamente como eu sonhei

Descia uma rua deserta e fria.
Estava bem quieto e nublado aquele dia.
Ao mesmo tempo que havia ventos gelados,
Não havia alguma brisa e o ar estava estático.
Estava tranquilo e caminhava com os pés molhados,
Prestes a atender o celular;
Prestes a atender um teorema mítico.
Escutava uma voz reconhecível sem relevar
O que revelava estressada pessoa,
E julgava a vida tão boa
De andar por ruas vazias e congeladas –
Algo que fazia por um motivo inquestionável.
Depois das risadas não houve mais nada
Que pudesse aquecer um ser em calçadas
Que descem ao desinteressante e inalcançável,
E que ficou no chão apesar de uma alma alada.
Ele voltou, contou, sem sucesso.
Interessante como sua força insuscetível tornou-o insusceptível.
E é claro que sua reação não teve excesso,
Sabia que sua missão impossível
Era fadada a falibilidade.
Acabou o sonho e acordei,
Logo eu saberia que tudo que eu sonhei
Foi exatamente como na realidade.

Viale de Lara

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