Absorto

Mas que sol é esse que me deixa com frio mesmo nas tardes mais quentes de verão?
Será meu coração de pedra,
De gelo?
De tardes quentes já me cansei de congelar.
Enquanto de dor já me cansei de assingelar.
Mas que vento é esse que me abraça e sufoca;
Transfigurando minha inflexibilidade em pó?
Parafraseando minha confusa vida,
E abandonando-a só?
De ventos fortes já me fortaleci mas agora torno-me,
A fugir Para longe, ao infinito de sorte;
Enquanto procuro minha morte.
Que talvez venha a calhar nessa vida de Aninhar a perdição.
Cansando de duvidar
De cada surpresa,
De cada despesa,
De ouvir meu cérebro martelar e
Consertar tudo aquilo que de longe Ignoro,
Me importo. 
Estou absorto nos meus pensamentos.

Paula Caracciolo

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