Palavras ao vento (22/2/14, 21:00)

Todo o dia é a mesma coisa.
A rotina mecânica,
As ações repetitivas.
Todo o dia você dorme sóbrio
E acorda bêbado.

Desta vez, iremos conversar.
Você fala e eu te escuto.
Mas, por favor, tire a venda dos olhos.
Você fala de ordem,
Eu escuto prisão.
Você fala de modernidade,
Eu escuto coisas medievais.

E a sua embriaguez continua,
Com a boca escancarada,
E os olhos totalmente tapados,
Vive de uma ilusão.
E vê no futuro, ossos do passado.

Desta vez, iremos conversar.
Eu falo e você me escuta.
Abra os olhos e os ouvidos.
Eu falo de liberdade,
Você ouve incredulidade.
Eu falo de contemporâneidade,
Você ouve utopia.
Foi a última conversa.

Rafael Abrahão

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