Progressão Retrógrada (3/2/14, 1:54)

Discursos e perguntas sem respostas,
Expectativas e ilusões
São coisas que embaçam
A visão de nossos de nossos corações.

Me responda,
Eu to aqui
Visualizado como um fantasma
Quando vamos nos ver?

Na contemporaneidade,
Todos se dizem modernos
E o paradoxo se instala na sociedade.
Ser ou não ser,
Entregar-se ou não?

Avançamos voltando.
Calças Skinnings,
Azuis, amarelas, roxas ou vermelhas.
Headphones retrôs.
E toda a grande parafernália
Da antiguidade moderna
Mais contemporaneizada do que muito contemporâneo.

Mas e o amor?
Este existe desde que o mundo é mundo
Nunca acaba, passa ou temporaliza-se.
Apenas metamorfiza-se.

Estamos no cume do penhasco,
E diante dele, vemos o precipício
Dele podemos voar… ou cair!

Escolha o que você é.
Machistas, homofóbicos e alienados,
Bem vindos à nova era.

O sonho de comunhão se foi,
As ditaduras se foram,
E o triste fato de o dinheiro comandar o mundo
se mantém.

Revolucionários estagnados,
Cuidado, a ordem virá
E varrerá nossos sonhos.

A sociedade será atávica.
E não dou muitas eras,
fases ou temporadas para isso.

Tabagistas,
Cuidado, o fumo acabará.

Alcoólatras,
Cuidado, o álcool queimará.

Machistas,
Cuidado, teremos os mesmos direitos.

Homofóbicos,
Cuidado, vocês são todos viados!

Rafael Abrahão

4 Comments

  1. Deixar a poesia fluir!!! Fluir da mente que embaça os atos para os fatos concretos, retos, do papel…ou melhor da tela! Bom!!! bj

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